Histórico
 06/08/2006 a 12/08/2006
 16/04/2006 a 22/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 29/01/2006 a 04/02/2006
 04/12/2005 a 10/12/2005
 13/11/2005 a 19/11/2005
 23/10/2005 a 29/10/2005
 11/09/2005 a 17/09/2005
 28/08/2005 a 03/09/2005


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


pedras e pétalas
 

No Vale da Lua

 

 

Beijei  a face verde e bela da tarde

fui carregada como folha seca

também fui caju,

amarelo.

 

.......................................



Escrito por Josi às 18h54
[] [envie esta mensagem]



(Na plantação das noites..andando a esmo, escutando uma luz)

 

 

As rosas que colhi a pouco estão tristes , uma tristeza medonha e dolorida , nelas deposito mortes .

Corri numa estrada de espinhos até aqui nesta várzea indócil e manifestada, um abismo negro que me caminha em segredo, há luz nestas palavras de fundo de poço, há um fim começando

e quando amanhã clarear, bem sei o que fazer com os restos.

 

 



Escrito por Josi às 01h38
[] [envie esta mensagem]



..,pequeno trecho de um grande conto desfragmentado que eu não consigo colar ainda...imagens, visões ou cenas...vejam assim exatamente.

 

 

Foi quando levemente a folha quedou insegura do escuro , chegando ao chão, ser arrancada de suas entranhas não foi leve, sangrou um leite que logo ressecou e se confundiu com outras cascas já saradas, mas, embalada pelo vento que a segurou maneira, até dançou uma espécie de valsa, houve tempo para tudo até cair de fato, vinha da ponta do dedo do galho mais alto da mais alta árvore já encontrada sobre esse manto.Teve tempo de visitar parentes que se distanciavam com o crescer incessante da madeira.

Deixou-se estar perto por um tempo escutando os lamentos das folhas que, cheias de vida, ainda assim reclamavam de sua  trajetória estática, sentindo inveja talvez, dela que voava ao chão, tão morse, tão desflorida, cambaleando a visão das lembranças, que a terra, mãe gentil, severa e silenciosa acolheu.



Escrito por Josi às 01h19
[] [envie esta mensagem]



Outro capítulo que se rompe flamboiando a minha fome.

 

É uma forma de saborear também.

Quando o doce perde o amargo

E o sal prolifera as papilas.

Sabores de todos andares

Sub laterais e até profanos

Escorregam da língua em chamas.

 

Cuspi aquela raiva sabia?

E agora eu tenho é sede!

.

.



Escrito por Josi às 18h19
[] [envie esta mensagem]



Corri daquela passagem inóspita

Como um cavalo do cão

Machucando o casco no asfalto

Ruminando o avesso da benção

Colorindo o escuro.

Um cavalo negro de bela crina e músculos.

Músculos que lhe movimentam como uma oração

Sentida em punho.

Entregue a uma reta incerta

De brilho negro

Quase azul de noite que adormece

Para acordar o dia.



Escrito por Josi às 18h13
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]